Quarta-feira, Julho 04, 2007

"Beetle Bailey" versão brasileira "O Recruta Zero"


Há algum tempo que não lia, nem me recordava do grande "Zero", mas ontem, após uma compra de 20 cêntimos num mercado de livros usados, voltei a divertir-me com as personagens criadas por Mort Walker nos anos 50.
É um recruta do exército americano, no quartel Camp Swampy. Caracterizado pela sua preguiça e bom-humor, Zero é implacavelmente perseguido pelo Sargento Tainha, que não admite nenhuma insubordinação. Ainda assim, “Beetle Bailey” sempre arranja uma forma de escapar à labuta. O seu lema de vida é: “Never let to tomorrow what you can do the day after tomorrow” (Nunca deixes para amanhã o que podes fazer depois de amanhã"). Outro de seus famosos aforismos é: “It´s funny how time flies when we are goofing off” ("É engraçado como o tempo voa quando a gente está de folga").
O “Zero” é um dos divertimentos favoritos dos militares norte-americanos, por sua irreverência em relação ao sistema militar e por exaltar a esperteza de um soldado raso face a seus superiores. Talvez por isso o trabalho de Walker tenha sofrido alguns maus bocados durante as guerras da Coreia e do Vietname, algumas publicações americanas, entre elas a “Stars and Stripes”, a revista oficial das Forças Armadas norte-americanas, insistiram na proibição da publicação das aventuras do “Zero”, por considerá-lo uma afronta à ordem militar.
Felizmente, este militar ainda continua no activo.

Segunda-feira, Maio 28, 2007

Humor das HQs do Brasil

Quinta-feira, Maio 03, 2007

El informe de la Comisión del 11S, en cómic


Desde hace algún tiempo que tengo mucho interés en las relaciones entre cómic, memoria histórica y periodismo. Os recuerdo de una novela gráfica estupenda, que ganó un Plitzer, "Maus" de Art Spiegelman. Para ir abriendo boca pueden visitar la versión en cómic que, en España, Panini Comics acaba de publicar sobre el Informe de la Comisión del 11S. El "informe gráfico", es obra de Sid Jacobson y Ernie Colón (con un pasado muy interesante en harvey Comics, Marvel y DC Comics), y se ha convertido en un fenómeno editorial en los USA. Desde el punto de vista artístico deja bastante que desear y hay obras muchísimo mejores (demasiadas fotos calcadas, demasiados infográficos de calidad nula, enquadres poco interesantes), pero como texto informativo no tiene precio y con puntos de vista muy peculiares. Sin duda que es una novela gráfica a recomendar.

Quinta-feira, Abril 26, 2007

70 anos depois... Guernica...


Faz hoje 70 anos que se passou esse fatídico dia... Guernica foi bombardeada pela secção Condor do exército alemão que estava a "echar una mano" aos falangistas...
A história não esquece, por enquanto, este momento (imortalizado por Pablo Picasso) que ecoa na memória colectiva espanhola e europeia...
Em memória deste dia, sugiro uma bd, fraca em argumento, mas que nos remonta a esses dias... pena que os habitantes dessa vila basca não tinham por lá um "lobezno" para ajudar...

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

Mais imagens de 300...




300

Quando estudei História da Pedagogia e da Educação (uma cadeira que achei fascinante), recordo-me de ter um sentimento amor-ódio com o tipo de educação preconizado pela cidade-estado da antiguidade clássica, Esparta. A educação para a guerra e para a submissão ao totalitarismo do estado, nada que eu despreze mais, mas também o teor físico e marcial que poderá ser proveitoso na educação dos jovens. Perece uma contradição, mas não é. Principalmente para os estudiosos das filosofias marciais.
No entanto, não é sobre essa dicotomia, provocada por um sentimento que tenho perante a história, que quero reflectir. Frank Miller, conhecido autor de BD (com especial destaque para a série "Sin City"), elaborou uma obra da nona arte baseada num acontecimento da antiguidade que é uma mostra de heroísmo guerreiro e estratégia militar. Trata-se de uma adaptação, de extrema qualidade, da batalha de Termópilas. Esparta foi fundamental neste conflito, rezando a lenda que foram 300 espartanos que detiveram os avanços Persas sob o comando de Leónidas.
A "graphic novel", galardoada em vários festivais, é uma obra digna dos feitos da Antiguidade e, apesar de não me identificar com este tipo de organização educativa e estatal, perco-me na glória destes 300 guerreiros que a história não esqueceu.
Está para breve uma adaptação cinematográfica, pode ser que não se perca a essência da obra. Em Portugal está editada pela Norma Editorial, bem conhecida dos bedéfilos espanhóis.

Sábado, Dezembro 09, 2006

Clássicos em Banda Desenhada - Biblioteca RTP

Esta colecção em BD remonta a 1986, isto é tem vinte anos, quando se davam os primeiros pessoas na pesquisa da nona arte como recurso pedagógico. Só tive acesso a alguns exemplares desta colecção, que creio terem uma qualidade, ao nível do guião e dos desenhos, bastante aceitável, num bazar de livros manuseados mas em bastante bom estado.
Pegar em obras emblemáticas da literatura universal e adaptá-las à realidade de uma história em quadradinhos é análogo ao que se faz com a sétima arte, só que com menos mediatismo, no entanto é possível, principalmente em mercado editoriais de língua inglesa e francesa, aceder a este tipo de obras e, quem sabe, abordar temáticas por vezes aborrecidas na literatura convencional de uma forma interessante e quase coloquial...
Quem tem contacto permanente com os mais jovens pode aproveitar este recurso simples e tentar incentivar para a leitura, despertando a curiosidade e utilizando o livro de forma activa. É possível, nesta colecção, encontrar adaptações de obras como: "Ivanhoe", "White Fang", "War of Worlds", "Tom Sawyer", "Moby Dick", "Lord Jim" e muitos outros. É também possível, em todos os exemplares, utilizar sugestões para exercícios de interpretação, com perguntas bem redigidas e um pequeno anexo com léxico pertinente na obra e no contexto da língua portuguesa.
Durante alguns anos a RTP, prestou este tipo de serviço, apadrinhando inúmeras colecções de índole cultural. Quanto a mim, um verdadeiro contributo ao serviço público que um canal de televisão estatal deve prestar.

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Fort Wheeling



Neste Novembro chuvoso, sugiro uma leitura que muito me agrada. "Fort Wheeling" do mestre Hugo Pratt. Obra ímpar da nona arte, remete o leitor para o século XVIII, para uma América de pioneiro, nativos, colonos insatisfeitos com a coroa britânica e ingleses desajustados com a realidade colonial no que viria a ser os EUA e Canadá. Mas, para além da lição de história, óbvia e bem típica da recolha e documentação exaustiva por parte do autor, é uma obra que nos remete para o conceito esquecido da camaradagem, que não é quebrada por fileiras opostas.
Eis uma sugestão que creio que pode ocupar um lugar cativo nas nossas bibliotecas pessoais (é de aproveitar os preços especiais de 5€ cada tomo, Edições ASA em capa dura, o que é uma pechincha para o livro em questão!). Perdoem a publicidade, mas acho que vale a pena!
Bom fim-de-semana!